Artesã – Ofício das mulheres que laboram, arrimam e sustentam.

O celophane Cultural sempre teve um respeito e admiração por uma forma de aprendizado chamada “Ofìcio” aquela profissão que se se aprende com a avó, com a mãe, com as irmãs mais velhas. No mês dedicado a elas a Mulher Artesã é homenageada em uma exposição no RJ.

ARTESÃ

O primeiro ‘bem’ registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil foi o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras. Ofício feminino, por excelência, como tantos outros espalhados pelo Brasil que são referência cultural em suas regiões.

Paneleiras de Goiabeiras - ES - Foto: Fábio Canhim - http://www.flickr.com/photos/fabiocanhim/

Os barreiros têm características próprias, conhecidas, tratadas e aproveitadas pelas artesãs, que esculpem louças e figuras de diferentes texturas, acabamentos e cores, seja em Goiabeiras (ES) ou em Poxica (SE), em Coqueiros (BA) ou em Campo Alegre (MG).

Foto: Francisco Moreira da Costa CNFCP

Outras artesãs lidam com o capim dourado, o buriti, o fruto da cuieira, fibras e algodão – raspando, fiando e tingindo, cortando e trançando. Geram desde meadas até redes de dormir, de cestas a rendas, manejando pincéis, agulhas, estiletes e bilros.

Carla Aline de Jusus e sua filha, trabalhando na oficina de Dona Tonha, Antonia de Jesus, na Rua das Palmeiras em Coqueiro, Maragogipe, Bahia - Foto Francisco Moreira da costa - CNFCP

Ofícios e artes que aprenderam com suas mães e avós, que redescobriram juntas ou que inventaram, por sua conta e risco. Para inventar, bastou-lhes um tantinho de barro, telas e tintas, retalhos de pano ou mesmo papéis de bala e tiras de plástico. Bastou-lhes corpo hábil e alma caprichosa.

Artes e ofícios das mulheres – laboram a vida, arrimam e sustentam, enfeitam a casa e o mundo. Desde sempre. Aqui e ali.

No Vão do Urucuia: Fios que entrelaçam saberes - foto Francisco Moreira da Costa - CNFCP

A mostra Artesã, que homenageia o Dia Internacional da Mulher, traz a arte da renda de bilro de Canaan, CE; da rede de Limpo Grande, MT; da cerâmica de Campo Alegre, MG; das bonecas de Esperança, PB; e das artistas plásticas Ermelinda, do Rio de Janeiro, RJ, e Efigênia Rolim, de Curitiba, PR.

Foto: Francisco Moreira da Costa CNFCP

Artesanato e Folclore:

Uma forma de sobrevivência e arte misturadas, uma discussão que muitos estudiosos condenam por ser uma produção em massa quase industrial, por ser chamado de “artesanato” de “Folclore”, palavras carregadas de um preconceito severo e pesado, cristalizando assim a criatividade natural do nosso povo mas que sobretudo precisam  imediatamente “sobreviver”.

Segundo Lina Bo Bardi no seu exelente livro: “Tempos de Grossura – O Design do Impasse”:

“…Quando a produção popular se petrifica em folklore as verdadeiras e suculentas raizes culturais de um País secam…”

Mas como resolver o problema destas mulheres e homens que tem o Ofício como única fonte de sobrevivência? como podemos incentivar uma criatividade menos ligada ao prato de comida? de que forma destacamos e incentivamos verdadeiros artistas que estão enfronhados nestes cantos do país?

Serviço

Sala do Artista Popular ARTESÃ

Até 15 de abril de 2012

Exposição e venda:

Terça a sexta-feira, das 11h às 18h

Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179, Anexo (ATENÇÂO: acesso pelo Parque do Palácio do Catete)

Fonte:

Release da exposição – Artesã – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP

Ver também os posts sobre o assunto no blog:

Rendeiras, as mulheres que tecem o dia a dia com finos fios.

As Paneleiras de Goiabeiras – Raiz da Cultura Capixaba

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