Casa da Rabeca – OLinda volta a dançar forró

A Casa da Rabeca do Brasil, tradicional ponto de manifestação cultural Nordestina Criado por Mestre Salustiano,  reabriu suas portas em Olinda PE com muito forro na veia, tendo como novidades palco e piso reformados. Os shows ficaram por conta de Flávio José , Nádia Maia e Sintonia Pé de Serra.

A Casa é um centro verdadeiramente cultural, onde passeiam as diversas manifestações Pernambucanas, berço inigualável de resistencia de um povo que precisa manifestar sua musica, sua dança, seu jeito de ser, suas crenças e devoções com uma força quase religiosa.

Mestre Salu foi o criador e mentor da Casa (Aliança, 12 de novembro de 1945 — Recife, 31 de agosto de 2008)

Portanto esta matéria e a reabertura da Casa da Rabeca é uma singela homenagem a este grande Mestre Brincante.

Então solta o forró Mestre Salu, onde quer que voce esteje.

A Casa da Rabeca

Em 21 de abril de 2002, realizando um sonho do mestre Salustiano, foi fundada a Casa da Rabeca do Brasil na cidade Tabajara, em Olinda, um espaço dedicado à preservação da cultura e tradição do Estado. No início, era apenas uma tenda coberta de palhas de coqueiros, coincidentemente a árvore símbolo de Olinda. Funcionava aos domingos e recebia familiares, sanfoneiros, rabequeiros, zabumbeiros, pandeiristas, triangueiros, emboladores de coco, mestres de maracatu, cavalo marinho, cirandeiros e os amigos da Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Hoje, o espaço é um reduto de artistas populares, com apresentações de forró de rabeca, encontros de cavalo marinho e maracatus, entre outras manifestações do povo. Grandes nomes da nossa música já passaram pelo seu palco, entre eles Santanna, Alcymar Monteiro, Geraldinho Lins, Antonio Carlos Nóbrega, Nadia Maia, Cristina Amaral, Petrúcio Amorim, Mazinho de Arcoverde, Irah Caldeira, Lia de Itamaracá, Território Nordestino, Genival Lacerda e Sirano & Sirino.

O Mestre Salustiano

Mestre Salustiano ou Mestre Salu, como é carinhosamente chamado, nasceu em Aliança, Zona da Mata de Pernambuco, ex-cortador de cana de açúcar, filho do grande rabequeiro João Salustiano, onde há cinqüenta anos, dedicou-se intensamente à cultura do seu lugar.

Começou menino a brincar Maracatu e Cavalo Marinho, e antes de sua morte foi considerado “Doutor e Patrimônio da cultura popular de Pernambuco”. Além de ter recebido em Brasília, a Comenda do Mérito Cultural Brasileiro. Tudo isso se justifica pelo trabalho consistente de preservação e divulgação de manifestações tradicionais. Comandando a “Casa da Rabeca do Brasil, Espaço Ilumiara Zumbi e o Maracatu Piaba de Ouro”.

Maracatu Piaba de Ouro

Mestre Salu formou novas gerações com o “Cavalo Marinho, Forró Pé-de-serra, Maracatu, Ciranda, Coco de Roda, Caboclinho, dedicando-se também a confecção de Rabecas.”. Considerado um dos melhores rabequeiros do País, Mestre Salu inspirou artistas como: Antonio Nóbrega, Chico Science Nação Zumbi e Grupo Mestre Ambrósio.

O brincante Mestre Salu, na sua carreira artística gravou vários CDBs com alguns sucessos conhecidos como: “Sonho da Rabeca, Família Salustiano e as Três Gerações e Cavalo Marinho. Tendo viajado pelas capitais brasileiras, e países como: Cuba, Estados Unidos e França. Um novo espetáculo chamado Mestre Salu e a Rabeca Encantada vêm com repertório inédito, Mestre Salú se inspira no Forró Pé-de-serra, Maracatu de Baque Virado, toadas de Cavalo Marinho e pela primeira vez varias participações especiais: Petrúcio Amorim, Nádia Maia, Ed Carlos, Cezinha do Acordeon e Jerimum de Olinda.

Saiba mais sobre Mestre Salu no site:

Site da FUNDAJ – Mestre Salu

fotos do mestre Salustino retiradas do Flickr de Wilson Campos Jr:

flickr.com/photos/wilsoncamposjr

Video do Mestre Salú em SP

Site Oficial da Casa da Rabeca

Rua Curupira, 340
Cidade Tabajara – Olinda – PE
Fone: 81 – 3371.8197
9606.0181 / 8899.1370

Mas O que é uma “Rabeca” ???

A palavra rabeca foi usada durante a idade média para designar um Rebab, instrumento importado do Norte da África. Posteriormente, passou a designar qualquer instrumento folclórico parecido com o violino de cultura popular. De timbre mais baixo que o do violino, tem um som fanhoso e sentido como tristonho. Suas quatro cordas de tripa são afinadas, por quintas, em sol-ré-lá-mi.

O tocador encosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu.

É juntamente com a viola, um instrumento tradicional dos cantadores nordestinos. Muitas pessoas confundem a rabeca com o violino, apesar de não terem o mesmo som e timbre.

Jose Oliveira "Rabequeiro" de Juazeiro do Norte

Em São Paulo, é usada em folganças ou fandango, na folia-do-divino, moçambique, congadas, dança-de-são-gonçalo e folia-de-reis. No nordeste foi popularizada por bandas locais, onde também é fabricada por gente simples do interior de Alagoas como Nelson da Rabeca.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a rabeca foi o primeiro instrumento melódico utilizado no forró. Só posteriormente, com a imigração dos alemães, é que a sanfona foi difundida por todo o Brasil e introduzida na música nordestina. E por ser um instrumento com mais recursos musicais, pois é um instrumento melódico e harmônico (ao contrário da rabeca que é apenas melódico), a sanfona teve maior aceitação.

Na região Norte a rabeca é usada nas festividades de São Benedito na cidade de Bragança onde destaca-se como o principal instrumento da festa, é tocada desde 1978 pelo mestre Zito no período de 18 a 31 de dezembro. Músicas como retumbão, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertorio da festa, mais conhecida com o nome de Marujada.

Aurimar Monteiro de Araújo, mestre Ari, é um dos mais renomados artesãos do instrumento na Região Amazônica, utilizando madeiras e fibras vegetais da floresta ele confecciona instrumentos de sons inigualáveis. O mestre foi responsável pela criação da Orquestra de Rabecas da Amazônia, além de uma escola de música e de uma oficina escola que capacitam profissionalmente crianças e adolescentes, preservando assim a memória do instrumento na região.

Fonte: Wickpédia

UM abraço cultural do JeffCelophane

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Uma resposta para “Casa da Rabeca – OLinda volta a dançar forró

  1. Bom dia,

    Sou funcionário de uma assessoria de comunicação e encontrei seu blog durante uma pesquisa sobre o evento de reabertura da Casa da Rabeca. Você poderia me passar seu e-mail para que pudéssemos lhe enviar material de divulgação de futuros eventos culturais que pudessem interessar ao seu blog?
    Dei uma navegada e percebi que você, predominantemente, divulga eventos e locais culturais de São Paulo, mas acredito que seria um ótimo espaço para divulgarmos notícias referentes a eventos de Recife, já que você não se restringe apenas a São Paulo.
    Espero sua resposta.

    Atenciosamente,
    Wesley Prado.

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